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23 - CANELA DE VELHO

Miconia albicans (Sw.) Triana (MYRTACEAE)

23 - Canela-de-velho – Miconia albicans (Sw.) Triana (MYRTACEAE)

 

Arbusto de até 2,5 m, fortemente coberto por pelos na cor branca, marrom ou ferrugínea. Folhas de 5 a 15 x 2,5 a 6 cm, com textura de couro, compridas e ovaladas, pontudas, fortemente cobertas de pelos macios, com cinco veias paralelas características. Flores pequenas, arranjadas em formato de rabo de escorpião, surgem na ponta dos ramos, com pelos na cor de ferrugem. Frutos redondos, verde-jade quando maduros, com inúmeras sementes dentro. Floresce e frutifica o ano todo.

 

Distribuição: Do sul do México ao Paraná, do cerrado à restinga.

Situação em São Paulo: Comum em beiras de estradas e rodovias, nas regiões periféricas, assim como em terrenos baldios. Cada dia mais rara na cidade.

Como plantar: O transplante da muda é feito mantendo-se as raízes intactas com o torrão, removendo-se as folhas mais velhas para evitar desidratação. A cova deve ser grande para acomodar bem as raízes muito profundas.

Usos: Potencial como ornamental pela sua folhagem, que contrasta a cor verde escura de uma face e branco amarelado da outra, além dos frutos multicoloridos, que também que também atraem a fauna. Seu chá é indicado para artrose.

MARTINS, A.B. (COORD.) MELASTOMATACEAE IN: MARTINS, S.E. ET AL (EDS.) FLORA FANEROGÂMICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. INSTITUTO DE BOTÂNICA, SÃO PAULO, VOL. 6, PP: 1-168, 2009

Foto Daniel Caballero - Início da floração de canela-de-velho em terreno baldio. - SP, em 10/09/2017