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ps: o último post!

12 Sep 2017

Plantasia - Mort Garson 1976,  versão vaporwave.

 

 

 

A volta do nosso amigo Saroka, relatada no texto anterior, sintomaticamente foi a última postagem regular que escrevi. Naquela altura, sobraram apenas duas pessoas do começo do projeto. Entre algum outro motivo, o principal era bem claro, a falta de entendimento do cerrado e do que estavamos fazendo.

Originalmente as postagens, eram apenas registro da sua evolução,  mas tive que aumentar os textos e trazer informações e reflexões conforme necessário, numa tentativa das pessoas entenderem. Não sei se tive um grande sucesso local, mas pessoalmente foi ótimo, aprendi muita coisa rapidamente.

De fato, é realmente difícil sem ter o que ver, mudar uma cultura urbana contaminada com idéias românticas de meio ambiente, algumas tão arraigadas, que até mesmo profissionais do assunto tem dificuldade em se libertar.

Acredito que ninguém pode se excluir completamente disso, até por que o inverso, a reação ao romantismo com um ceticismo técnico ou teórico também

tem seus problemas, não dá para conhecer algo apenas por livros, e desconsiderar o contexto onde estamos trabalhando.

Seja como for, logo depois da postagem do Saroka, outras pessoas entraram no projeto e lentamente se formou uma comunidade de artistas&botânicos, ou algo relativo a isso, onde não precisei escrever mais,  e a relação mudou para conviver e compartilhar informações.

Juntos fomos apreendendo e estabelecendo uma fisionomia vegetal bem próxima dos variados terrenos baldios onde ando, somando essa biodiversidade de espécies separadas entre si, para se tornar uma amostra relevante do que sobrou dessa vegetação.

A paisagem conforme se materializou no espaço público da praça e da escola, passou a estabelecer diferentes relações com as pessoas, algumas voltaram a ajudar, crianças usam a trilha para brincar, moradores, usuários da praça e até pessoas que vem de longe para tirar fotos numa inversão da relação histórica de destruição dos campos.

Apesar disso essa relação ainda engatinha, tenho acompanhado lentamente a destruição de alguns fragmentos de cerrado  pela cidade de São Paulo, sem ninguém imaginar ou perceber o que esta acontecendo e mesmo o Cerrado Infinito também pode desaparecer.

Mas e dai? Por que se preocupar com isso, foi uma pergunta que me fizeram.

A pergunta é direta, a resposta é complexa, e esta ai no meio deste site, no livro que publiquei e principalmente nos Cerrados Infinitos  que continuam sendo construídos. Explorem!

Entendam que não posso estragar o mistério, e na verdade a resposta transborda para outras problemáticas.

Uma pista mais singela é que o convívio com as plantas desenvolve um entendimento do tempo diferente, que parece atuar emocionalmente nas pessoas, justamente o  projeto acontece na conexão das plantas com nossos sentidos, numa sutileza invisível e poderosamente descolonizadora. 

Nada se compara a energia de uma comunidade vegetal, e a do cerrado paulistano parece ser especial. Muitas das plantas são ruderais pós-apocalipticas, que enfrentam nosso entulho e rastro de destruição, elas formam comunidades adaptadas a sobreviver em ambientes fortemente alterados e perturbados. Seria bom aprender rápido com elas, pois tudo indica que essa seja  a maior demanda atual.

 

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