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alcateia de lobos

25 Jan 2016

É possível imaginar que um lobo guará andava, á 462 anos atrás, onde hoje é a Av. Paulista?

Apenas na imaginação. Não seria muito apropriado para ele andar nessa região alta coberta de densa floresta de mata atlântica, um habitat mais apropriado para onças, antas e bandos de macacos.

E se pensarmos onde hoje é a Marginal Tietê?

Parece que não acertamos de novo, as várzeas dos grandes rios paulistanos seriam lugar mais apropriado para jaburus, jacarés de papo amarelo, garças ou o hoje raro cervo do pantanal. Sim essas regiões com rios ondulantes poderiam lembrar muito o pantanal Mato Grossense.

O bairro de Pinheiros o nome já indica, uma floresta de pinheiros, no caso as nativas araucárias também não serve ao nosso lobo, diferente do europeu da história da Chapeuzinho Vermelho, ele não é o vilão do bosque, e sim um animal mais amigável, que inclusive gosta de comer frutas.

Parte de sua dieta é uma planta chamada de lobeira que dá frutas importantes para sua boa saúde. Alguns estudiosos dizem que atua como vermicida natural, ao que o lobo retribui espalhando sementes. Uma troca justa.

Mas voltando então á questão, onde seria um lugar apropriado para o lobo guará no local onde hoje construimos nossa cidade? A resposta é rápida e certeira, o Cerrado Infinito da Praça Homero Silva, conhecida popularmente como praça da nascente. Duvida?

Pensemos juntos então, a praça localizada no bairro da Pompéia, ao lado do bairro do Sumaré, ( onde existiam as orquídeas terrestres sumaré do mato) ao lado do Bairro de Perdizes, ( aquela ave de campina e eventual  almoço pro nosso lobo) era uma área campestre, um cerrado paulistano.

Parece que a imagem se encaixa melhor, o lobo guará, o mais pernalta dos lobos, poderia sorrateiramente andar no meio dos capins e com sua altura conseguir olhar acima deles alguma possível presa, ou evitar algum perigo, como aqueles caras estranhos que chegaram com carabinas, serras e celulares.

Nos dias de hoje o stencil do Julio Barreto  recria o lobo em alguns muros ao redor do Cerrado Infinito e Lúcio Tamino planta uma muda de Lobeira, que esperamos cresça rápido e logo dê frutos.

Também possa ser um exercício interessante pensar como será nossa paisagem daqui á 462 anos, embora isso dependa de que lado você esta, dos otimistas ou dos pessimistas. Não sei bem de qual dos dois lados estou, provavelmente torço para o lobo paulistano, embora essa conversa não interesse mais. 

O fim dele chegou bem antes. 

 

Participaram do mutirão, Lúcio Tamino, Júlio Barreto, Mariana Prata, Silvia MH, Daniel Caballero, Juliana, Miriam Mello, e fotografias do Chris Von  Ameln…o bando cresce!

 

Plantamos Douradinha, Mimosa, Lingua de Tucano, Elegante, Asa Peixe Roxo, Juqueri-Amarelinha, Macela do Campo e Araçá do Campo.

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