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plantas invisíveis

15 Nov 2015

Nos terrenos baldios o mato cresce. Mato, significa campos não cultivados, uma denominação depreciativa em geral acompanhada de uma ação, como cortar o mato, queimar o mato, limpar o mato entre outras formas de eliminação.

De certo, o mato crescendo com sua autonomia e integridade própria é um movimento contrário ao controle que temos no espaço urbano.

O mato dos terrenos baldios é um subproduto cultural, de todo tipo de vegetação que introduzimos e da maneira como usamos os territórios urbanos.

Algumas plantas completamente adaptadas ao entulho, e as mudanças cotidianas na geografia urbana, se estabelecem com seus ciclos curtos, rápidos e de reprodução avassaladora.

Essas pioneiras chamadas de ervas daninhas, tem o papel de consertar, preparar o solo, enfim dar condições para que uma vegetação mais complexa se estabeleça.

E no meio disso, eventualmente encontramos fragmentos  ou espécies sobreviventes do cerrado.

E o que seria o mato de um terreno baldio? Costumo pensar como um território invisível dentro da malha urbana, onde nas minhas expedições também me torno invisível…menos  para os cachorros! Sempre tem algum que me descobre.

O projeto do Cerrado Infinito propõe juntar todas essas plantas esparsas, como um puzzle que  recriaria uma visualidade dos “Campos de Piratininga”, dando espaço para espécies anteriores á atual paisagem urbana. Mas qual fisionomia dos Campos de Piratininga? A única possível, uma colagem vegetal do que encontramos nos terrenos baldios. Não acho que fique assim tão distante do que seria, mas quem pode afirmar algo? O cerrado Infinito é a paisagem possível hoje.

Muita gente entende o projeto como uma proposta de conservação, mas me pergunto, conservar o quê se destruímos tudo? Talvez a conservação participe aqui como um exercício utópico de reconstrução de um bioma perdido, mas principalmente na mente e afetos dos cidadãos.

E certamente essa é a única conexão que me interessa com a palavra cidadania, introduzir esse assunto no meio urbano. A reconstrução se é que existe como objetivo está mais em cultivar algo muito parecido com um terreno baldio, um território desprogramado no espaço urbano.

Agora as pessoas passeiam pela trilha e admiram as espécies vegetais que plantamos como jóias raras. Mas a verdade é que ainda assim tudo continua aparentemente um mato, agora cultivado e da mais alta estirpe se preferirem.

Foram plantadas muitas mudas, mas desta vez não vou falar o nome, por que na verdade algumas são novas e ainda não sei o que são, e sinceramente a esta altura me parece que o importante é não saber de todas as coisas.

 

Participaram do mutirão: Greg, Marcos Xavier, Mariana Prata e Daniel Caballero.

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