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cultivando o descontrole

1 Nov 2015

No meio do feriado com tempo de chuva, retiramos um pouco da grama, e preparamos a terra para novas mudas. Entre a vegetação exuberante com muitas flores brotando, percebemos que alguém, aos poucos tem retirando as hastes dos rabos de burro, e em algumas áreas já desapareceram. É difícil sabermos o motivo, resta especular. Poderia ser para fazer um arranjo decorativo? Ficaria chique, mas isso pede uma inversão sofisticada de valores, o mais comum nesse caso, seria colher as inúmeras flores que estão nascendo, e ignorar o rabo de Burro.

Outra possibilidade seria uma intenção de limpeza, retirando as hastes, aparentemente mortas, que contrastam com o verde da primavera. Neste caso, existe uma dificuldade de ver as coisas como são, entender a beleza das estacões e ciclos das plantas. É uma limpeza inútil, mais da metade do ano as hastes do rabo de Burro, tem o aspecto seco amarronzado, e retirá-las apenas descaracteriza a paisagem do cerrado.

A terceira opção é simplesmente vandalismo ou usá-las para fazer fogueiras, hábito comum na praça.

Infelizmente o conhecimento das pessoas sobre plantas na cidade se dá á partir do paisagismo comercial, composto por um genérico de plantas, escolhidas por características decorativas  que atendam rapidez de crescimento, cores vivas e estabilidade visual.

Os tempos do Roberto Burle Marx, ficaram para trás, e hoje parte de sua herança parece ter sido mal compreendida, ficou algo da aparência, mas sem nexo conceitual e sem a atenção que ele dava a biodiversidade nativa.

O  cerrado não se encaixa fácil nesse imaginário de paisagem pré-montada, exige um olhar atento e presente. Enquanto “cultivamos” cerrado vamos criando intimidade com as plantas, convivemos com seu tempo próprio, e exercitamos um tipo de contemplação desapegada de controle estético.

 

Foi plantado: Fruta de pombo, araçã do campo, barba de bode, orelha de onça e língua de tucano.

 

Participaram: Marcos Xavier, Silvia MH  e Daniel Caballero

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