INVERNO NO CERRADO INFINITO





Inverno… o Cerrado Infinito se comportando com um cerrado qualquer, como tem que ser.

Conquistamos a primavera, o verão, e este ano tivemos um outono incrível, mas o inverno ainda não se expressa com total força plástica por aqui.

Talvez o inverno seja justamente o momento mais espetacular, o auge do processo de reconstrução da paisagem de Piratininga, mas infelizmente o mato seco, tratado culturalmente como lixo, atrai mais lixo.

Entendo a dificuldade da maioria das pessoas de apreciarem os diversos tons de ocre, acostumadas com a ideia da cor verde onipresente, que vai das alfaces hidropônicas do supermercado, aos arbustos transgênicos que a indústria do paisagismo planta monoculturalmente nos prédios novos da cidade.

No Brasil, não se tem um entendimento claro das diferentes estações do ano, colonizados de Norte a Sul com a ideia do trópico florestal, na cidade ainda é pior, com os sentidos embotados pela natureza processada.

O Cerrado Infinito, que sempre apresenta um conceito novo para ser assimilado pelas pessoas que o visitam, ainda tem o desafio de encantar com seu inverno.

Se as pessoas deixarem, é possível que no ano que vem tenhamos um grande espetáculo, mas por ora, garimpamos alguns bons indícios de que estamos no caminho certo.




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