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MONICA RIZZOLLI

Cauim, uma receita na mão...

Monica Rizzolli faz a bebida cauim a partir de uma receita na internet, para uma desgustação no Cerrado Infinito.

Colhendo macela, fazendo chá no DESCOLONIZATION!!!

Após acordar preparar lista de músicas separar itens uma tesoura uma fita de cetim branca uma sacola de tecido azul um tocador de MP3 roxo um óculos de sol rosa uma mochila preta almoço banho consultar mapa digital rotas e transporte público mensagem telefônica altera levemente itinerário 14:02 chego no ateliê fala rápida despedida 14:35 cb chega enquanto procuro meu fone falamos sobre o tempo calor _quer minha sombrinha? recuso decido pegar o metrô pensando no ar condicionado 15:04 deixo ateliê caminho 6 minutos fila imensa na bilheteria da estação república computadores fora do ar fila recarga descer escadas metrô baldeação na estação paulista túneis subterrâneos escadas esteiras rolantes metrô estação vila madalena consultar mapa descer pompéia suor Tick Tack Tick Tack Zeit is’ knapp desligo o tocador chego no destino e não vejo a praça subo uma rua sem saída outra rua 15:35 canteiro de obras _dá para chegar na praça por aqui? mãos em movimento pulo entulhos lama com cimento fresco e cascalho jogado três funcionários cuidam da construção _onde fica o cerrado? _desce a escada você vai ver uma fita amarela pular a fita encontro um arbusto com flores e outros sem corto galhos com tesoura quatro garotos me observam sentados na pedra amarro ramos laço 15:50 envio uma foto com legenda: macela for tea 15:52 recebo um comentário: earthy tiro a sacola da mochila as flores são sensíveis coloco na mochila tesoura fita e sacola e levo buquê na mão wir sehen wie die Sonne aufgeht ligo tocador olho longamente a vegetação memória de infância – colher erva cidreira com meu pai na antiga estação ferroviária abandonada na beira da estrada suor caminhar até o metrô dc e eu tomamos água gelada com limão minha cabeça dói encontrar uma macela em são paulo é como encontrar uma agulha no palheiro _você sabe reconhecer uma macela? eu não sabia cheiro o ramo a água custa R$ 3,50 caminho até a estação vila madalena metrô baldeação esteiras escadas túneis vagão lotado seguro a macela com cuidado formiga anda na minha mão terra flor corpo concreto a formiga não encontra o caminho do formigueiro deslocamento involuntário no metrô ninguém olha o ramo de flor saio da estação sinto alívio 16:54 entro no ateliê troco a fita de cetim por barbante penduro os ramos na janela flores secam ik fotografa a macela ferva 150g de água acrescente as flores tampar e descansar saquinho /