desenvolvido por: 

parceiros: 

DESCOLONIZATION#3

Picnic Internacional de Descolonização da Paisagem Mundial - 26.Novembro. 2016

1/12

O DESCOLONIZATION #03, aconteceu em um dia quente, mas nublado, como sempre teve comidinhas, fogueira, músicas, pandeiro, performaces e arte sonora, com uma abordagem diferente dos dois anteriores.

Os artistas e eventos que foram apresentados, foram feitos por um grupo que se formou nos últimos 6 meses em torno dos processos de plantio e desenvolvimento da trilha aos sábados.

O grupo consolidou uma rotina experimental, com destaque á Radio infinita, um projeto de Luciene Lamano e Thiago Ruiz que catalogou todos os sons que produzimos durante esse período para serem reprocessados e devolvidos ao ambiente.

Nesse processo, as várias camadas sonoras evocavam muitos momentos vivenciados no cerrado, e que aos ouvidos leigos, eram apenas barulho.

Levando o barulho em consideração, todo o clima do evento , seja pelas performances, como por exemplo a guitarrada noise do Marcos Issao, seja pelo próprio flyer, ou até a forma de vestir foi inspirada no black metal.

Descolonization, o nome entrega, é uma proposta de descolonização, de abrir o corpo e a mente para gostos, vistas e idéias, como um exercício constante, que enfrenta as mais diversas dificuldades e até a própria constatação da impossibilidade de fazer isso completamente.

Portanto assumimos também  um caleidoscópio de culturas e gostos adquiridos como ponto de partida, coincidentemente a maioria dos participantes entre outras coisas, gostam de rock, incluindo sonoridades mais extremas.

Esse gosto contrasta com o de outros grupos relacionados com a atividade de plantar, que em geral visam a cidadania o bem estar e o meio ambiente, e onde a maioria dos participantes são de esquerda, meio hipongos, e tropicalistas.

Não que não sejamos de esquerda, meio hipongos e tropicalistas, mas a tentativa foi de experimentar outro tipo de clichê.

O Black metal, é uma vertente de heavy metal, que foi reinventada na Noruega, inspirado na cultura viking contra a colonização católica e paradoxalmente com uma adoração pelas florestas sombrias de um pais onde a natureza é bem dura no inverno, com primaveras e verões curtos. Metaleiros descolonizadores? Embora algumas músicas possam ser realmente muito interessantes, não dá pra levar a sério a ideologia pop que forma esse movimento, alguns deles flertam com o nacionalismo, e nesse caso estamos no extremo oposto do campo ideológico.

Descolonizar é retomar o lugar onde se está, sem se tornar um recolonizador.

Também pode ser o direito  de não ter que ser gratilux.

Daniel Caballero

MALÍCIA DE MULHER

Anna Luiza Marques e Evandro Saroka

1/15

Experimento 1: Malícia de mulher

Um duo de dança-literatura inspirado na planta brasileira de cerrado"Malícia de Mulher" - também chamada de Juquiri-Rasteiro ou Dormideira Sensitiva -, e no texto de mesmo nome, escrito pelo português Francisco Antonio de Sampaio no livro "Eu observo e Descrevo", dos seus manuscritos de 1782.

RÁDIO INFINITO

Luciene Lamano e Thiago Ruiz

Laboratório de experimentações, um projeto amplo de encontros e discussões entre artistas e outros profissionais sobre diversos assuntos, mais que me possibilitou em particular a investigação sonora daquela ambiência, o Cerrado Infinito.  Entre a captura de sons da própria natureza à construção da matéria sonora, mediante interfaces como a voz, instrumentos musicais, ferramentas de jardinagem tudo isso mixado através de software reproduzido em uma grande audição ao ar livre.

TACERE

Luciene Lamano

1/6

Tacere na língua latina clássica significa calar-se.

A ação realizada foi pensada a partir da relação entre como seria estar calada já que, o mundo em que vivemos, a fala é abundante e justamente naquele momento, no Descolonization #3, eu estaria num mar de vozes, então eu queria apenas estar em silêncio e consumir todo e qualquer som daquela ambiência, queria apenas ouvir.  

 

Por outro lado nas pesquisas junto ao Cerrado Infinito desenvolvo um processo de gravar sons proferidos, para um mapeamento sonoro, nada mais justo do que gravar o Descolonization #3, por isso levei junto a mim um gravador e usei alguns índices para delimitar e começar a performance como se fosse um ritual e seu input, um tecido preto, guarda sol, terço, pintura no corpo determinaram uma cena onde aconteceu a performance e permaneci por quatro horas. 

Trecho do áudio coletado 

FOGUEIRA

Larissa Jordan

Por quanto tempo sobrevive a vontade?

MATADOURO

SILVIA MH

Não tá fácil pra ninguém!

N.O.I.X.s!

Marcos Issao

1/5

klaaanxxxx...rssflyy ooonniihhthhewpplslzxxx  ....!