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CERRADO INFINITO 03 - Casa do Sol 

A Casa do Sol,  em Campinas, foi a residência da escritora Hilda Hilst, local onde ela escreveu a maior parte da sua obra e sede do Instituto Hilda Hilst, dedicado a disseminar sua memória e obra. O acervo de livros e manuscritos, a casa da autora e o jardim, formam um espaço único, que se propõe a manter atuantes a produção e o pensamento cultural. Saiba mais em Instituto Hilda Hiilst

Um novo Cerrado Infinito em Campinas

Daniel Caballero, verão de 2018.

É curioso pensar o papel da vegetação campestre, como um fator determinante na ocupação das vilas e cidades coloniais.

O nome da cidade, Campinas, indica o local onde os primeiros povoados se estabeleceram, a exemplo de São Paulo e seus Campos de Piratininga, áreas de cerrado dentro do domínio da Mata Atlântica.

A vegetação nativa, composta de matas fechadas alternadas com cerrado e algumas áreas rupestres, era muito biodiversa e ao longo do tempo, suprimida, deu lugar a uma cidade que continua crescendo e hoje faz parte do Complexo Metropolitano Expandido,  um processo de crescimento urbano que junta a Região Metropolitana de São Paulo a outras cidades ao redor, como Santos, Jundiaí ou Sorocaba, e que por sua vez se desenvolve para se unir a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Enquanto se revela como será a paisagem dessa Megalópole em formação, nos dedicamos a buscar nos matinhos ainda existentes, uma arqueologia de paisagens passadas. Para isso, a Casa do Sol, em Campinas, é o novo centro de operações do projeto Cerrado Infinito, onde em 28 de Janeiro deste 2018, desenhamos mais um trecho da nossa trilha imaginária, unindo por outras vontades, que não pautadas por um crescimento desenfreado e "esterilizador", as duas cidades.

Nas suas margens vamos plantar a vegetação de cerrado que descobrirmos em Campinas, e com isso contribuir para manter ativo o desde sempre potente jardim da Casa do Sol, como um refúgio criativo, do silêncio, reflexão e contemplação.

Vai Macaúba, cresce!

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A primeira inquilina vegetal a inaugurar a trilha do Cerrado Infinito,  um exemplar de macaúba, Acrocomia aculeata para os intímos da botânica, foi trazida pelo Alfredo Morel, responsável hoje pela revitalização do jardim, e por incorporar o Cerrado Infinito ao acervo do instituto. Foi plantada por Morel e Olga Bilenky, pintora e esposa do escritor Mora Fuentes, criador do jardim.

O jardim, como a casa, se desenvolveram ao redor de uma enorme figueira nativa que Hilda escolheu como marco inicial da sua paisagem doméstica. A figueira é tratada como uma árvore sagrada por todos, e ficamos honrados de estar ao lado dela, numa clareira mais ensolarada onde a trilha do Cerrado Infinito vai se desenvolver.

Ao terminar de plantar, Olga susurra para a macaúba - Vai macaúba, cresce! Agora é com você!

E assim o Cerrado Infinito começa a se formar...