PROCESSO

21.12.2015

Faça chuva, faça sol, esse é o lema do Cerrado Infinito, e o evento DESCOLONIZATION  1º Picnic Internacional de Descolonização Mundial da Paisagem do Cerrado Infinito, acontece na chuva mesmo. Foi um encontro de conversas, risadas, boas vindas para novos integrantes, e reunião das pessoas que participaram dos mutirões durante o ano. Também apresentamos os trabalhos da Monica Rizzoli, Leticia Rita e Lucio Tamino.

16.12.2015

O ano letivo chega ao fim na EE Jardim das Camélias, mas a escola ainda aberta permite um último mutirão. Os alunos evidentemente somem, tudo que querem agora é ficar distantes da escola.

Mas justamente as férias do pai de um dos alunos, interessado em conhecer o tal do “Cerrado” que o filho comentou, deram a energia para que o mutirão acontecesse.

Alguns funcionários da escola, e os professores, Angelo, Silvia  e Nicolas, também mais tranquilos de tarefas, completaram o time.

O saldo de todo o processo que fizemos ainda não resultou numa vista dos Campos de Piratininga, o processo da escola é  lento para permitir que todos os alunos participem e experimentem. Mas com certeza, preparamos o terreno para no ano que vem o Cerrado se estabelecer.

A própria terra mudou completamente de entulho, areia e cimento, para uma  cor e textura aparentemente mais fértil e saudável. Plantamos uma Canela de Velho, algumas Vassourinhas entre outras espécies, mas o mais importante fo...

13.12.2015

O último mutirão do ano na Praça da Nascente conclui o ritual que mantivemos ininterruptamente pelos últimos sete meses, desde o fim da minha exposição na Galeria Virgilio, ” Terra non Descoperta” e a transferência das plantas que compunham a instalação “Como podemos desenhar terras não descobertas” para a praça.

As plantas se desenvolvem indiferentes á nós e o Cerrado Infinito cresceu até onde foi permitido, um tamanho considerável, e agora no  próximo ano vamos tratar de enriquecer esse território.

Foi plantado: Lobeira, capim barba de bode, pixirica

Participaram: Marcos Xavier, Mariana Prata, Daniel Caballero, Lucio Tamino e Juliana.

07.12.2015

Com uma grande área limpa de gramado, fui fazer algumas coletas de espécies de plantas pela cidade. Justamente um dos principais terrenos que visito estava sendo terraplanado, o que colocava um fim a um lugar muito rico em espécies. Cheguei a chamar as pessoas para um mutirão de emergência, mas era um dia da semana e todas estavam ocupadas, então fui sozinho.

Coletei o que pude e voltando á praça, replantei, cuidadosamente seguindo a maneira como estavam posicionadas no terreno. Penso a ação como se estivesse  usando a ferramenta de cortar e colar do Photoshop.

No Cerrado Infinito não tem espaço para paisagismos, ou qualquer tipo de tentativa de conciliação com outros tipos de vegetação que não seja as do cerrado paulistano, pelo simples respeito ao esforço de sobrevivência das plantas que são transplantadas.

Infelizmente nem todo mundo pensa assim, confunde espécies e distintas e biomas, com idéias de racismo e diferenças culturais. Nada a ver, seres humanos todos ts...

06.12.2015

“Um passo á frente e você não está mais no mesmo lugar”, lembrava da música do Chico Science & Nação Zumbi, enquanto retirava o gramado.  Conforme plantava formando duas moitas e estabelecia  a trilha, abelhas, borboletas e uma Mamangaba preta já apareciam para polinizar as flores.

Agora o Cerrado Infinito uma ação que começou na Pompéia na Zona Oeste da cidade e vai até o Jardim das Camélias na Zona Leste, retorna para a Zona Oeste na Praça Cazuza da Vila Madalena, sendo este último o menor trecho possível. Como um portal do tempo, com  apenas um passo, estamos no meio dos Campos de Piratininga, com outro voltamos para o cotidiano da cidade atual.

É necessário liberar a mente de um olhar apresado para estabelecer sua própria experiência. Algumas  pessoas que experimentaram a trilha adoraram a vista, outras apenas davam risada e perguntavam é só isso? Essa trilha não vai crescer?

Depende, se as pessoas quiserem, poderemos or...

05.12.2015

Meu amigo Raimundo, é um profissional de arrumar tudo. Encanamentos, pintura, pequenos consertos, grandes obras. Mostrei o projeto e ele quis participar quando tivesse algum horário vago na sua concorrida agenda. Comentei de uma grande área que estávamos tentando capinar fazia semanas, mas que sobrecarregados com outras tarefas de manutenção andava devagar, e ele disse que daria um jeito. Alguns dias depois encontro ele na rua, e pergunto se conseguiria participar do próximo mutirão de sábado.

Raimundo responde apresado e sumindo: – Já participei, vc não queria limpar aquela área? Vai lá ver!

Quando cheguei ele tinha limpado tudo sozinho! Uma enorme área, um terço do que já tinhamos feito durante meses.

Profissional é outra coisa, e vi como ainda falta técnica para sermos bons capinadores.

Capinar é incrivelmente terapêutico, além de emagrecer um pouco.

Lygia Clark que admiro muito, não chegou  na sua arte-terapia nesse ponto, fazer pessoas da classe média capinar. Exercitar um trabalho bra...

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