PROCESSO

29.10.2015

Como consertar uma terra coberta de cimento, areia e entulho? Cave bastante, bem fundo até achar a terra boa. Revire tudo, até ela voltar a ter uma cor convincente, e se puder adicione terra adubada. Ah sim, não esqueça de chamar os 45 adolescentes entusiasmados querendo fazer as coisas acontecerem.

Foi assim, simplesmente fazendo, retirando mais raizes de capim, pedras de entulho, e e revirando tudo  por umas três horas, que desenterramos a própria terra, uma ressurreição com idéias simples.

Aqui não invocamos duendes, até por que, por aqui faz tempo que essas coisas não existem e o papo é reto.

Jennifer, uma das alunas levou o violão e soltou a voz com uma música que compôs para o Cerrado Infinito. A mensagem é simples e direta pra mim e pra você, não deixe o cerrado morrer.

E para finalizar revestimos a trilha com brita da boa. Nada melhor.

No próximo mutirão começamos a plantar!

Participaram do mutirão:  Os alunos, Karen Gomes, Letícia Alana do Nascimento, Diego Mendes Silva, M...

25.10.2015

Retiramos folhagem seca e as ervas daninhas das ervas daninhas. As plantas do cerrado paulista, sempre foram consideradas pragas e no fim das contas é isso que estamos plantando, pragas! Ou talvez uma nova percepção dessas plantas, afinal pragas para quem e para o quê? Tudo se resume a um contexto e ponto de vista.

Se em uma época de lavoura e pasto, o cerrado era um incômodo, hoje nossas pragas são espécies adaptadas as mudanças radicais na cidade.

Plantas invasoras, que crescem aceleradamente em poucos dias e que por enquanto não podemos deixar crescer livremente, pois a competição é desleal.

Se pensarmos bem, as plantas do cerrado vivem numa espécie de estado de sitio, rodeadas por inimigas vegetais de todos os lados, e só quando formarem uma comunidade vegetal estável, terão chance de se virar sozinhas.

Enquanto isso a criançada indiferente brinca nas trilhas, escala as pedras e se diverte.

Desta vez não plantamos nenhuma planta.

Participaram do mutirão Marcos Xavier, Mariana Prata e Dan...

22.10.2015

Depois de retirarmos o gramado alto do terreno, no mutirão da semana passada, o que se revelou foi uma terra cheia de cimento, areia e entulho. Foi necessário usar uma picareta, para quebrar a superfície dura e revelar uma terra amarronzada, mas ainda bastante empobrecida. Fica claro o descaso  com a área verde da escola, no momento da construção, o gramado foi plantado de qualquer jeito encobrindo os restos de entulho.  Reviramos a terra ao máximo para oxigenar e descompactar e combinamos que cada aluno levasse na semana que vem um saquinho de terra para tentar enriquecer um pouco esse solo e começarmos a plantar.

Participaram do mutirão: Silvia M, Daniel Caballero e novamente inúmeros alunos!

15.10.2015

A trilha do Cerrado Infinito da Praça Homero Silva  ou Praça da Nascente, no Bairro da Pompeia, na Zona Leste, chega a um impasse. Não podemos mais avançar e a trilha faz uma curva até retornar novamente ao declive do barranco e parece que não podemos mais continuar.

Sendo assim, á convite da artista Silvia MH, que colabora com o projeto, decidimos continuar a trilha do outro lado da cidade, em um terreno dentro da escola Estadual Jardim das Camélias na zona Leste de São Paulo, onde ela trabalha de professora. Com a permissão da direção da escola e um grande contingente de alunos entusiasmados da 1ª Série do ensino médio começamos mais um processo.

Primeiramente retiramos o gramado de uma pequena parte do terreno revezando as enxadas que conseguimos. Muita atitude e energia, em pouco tempo concluímos as tarefas e ainda definimos como seria o caminho.

Essa explosão juvenil contrasta com uma debandada geral no processo da Praça da Nascente, ou Homero Silva.

Algumas pessoas por...

04.10.2015

Alguns moradores mais antigos do bairro da Pompéia, frequentadores do Cerrado Infinito, sempre relatam aspectos da paisagem anterior á implantação da Praça. Existe um consenso sobre a vegetação predominante no local, quando ainda era denominado morro do Careca.

Lembranças do tempo em que o  alecrim do campo ou vassourinha, era realmente usado para fazer vassoura, e guabirobas e araçás do campo, com suas frutas eram parte dos sabores cotidianos. Um relato conta de um solitário pé de arranha gato que sobreviveu até uns 2 anos atrás, até ser cortado pela “jardinagem” da  prefeitura, enquanto uma candeia rebrota quase invisível do gramado.

Sempre algum relato contesta alguma ou outra versão,  e alguns falam de carquejas, e das macelas do campo, enquanto outros afirmam que não tinha absolutamente nada crescendo. No entanto uma espécie é comum entre todos, o capim barba de bode, hoje raro na cidade.

Nas expedições em terrenos...

01.10.2015

Nas expedições pela cidade de São Paulo, encontramos alguns terrenos baldios com Língua de tucano, Eryngium horridum, planta típica do cerrado paulistano. Durante uma semana de chuvas com a terra encharcada, coletamos um exemplar adulto. É um transplante arriscado, mas agora entre Setembro e Outubro cresce  um longo caule com inflorescências de mais de 2 metros de altura, e esse espécime poderia dar uma boa noção do volume que essa planta vai ocupar no Cerrado Infinito.

Plantada junto de outras mudas ainda com 30 a 40 cm, a planta centralizou a vista com sua imponência, como se fosse uma coroa esquecida por uma rainha gigante.

A majestade dela durou apenas 3 a 4 dias, quando o tempo mudou abruptamente de chuva constante pra um tórrido sol de 33 graus, e ela foi imediatamente secando. As regas não adiantavam muita coisa, e parecia que no fim foi um grande erro, a planta definhava á olhos vistos.

Mas depois de mais alguns dias, o t...

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