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31.08.2015

Dia de sol, perfeito para a sétima edição do Festival da Praça da Nascente.

Foi nesse ambiente, compartilhando muita alegria e diversão que apresentamos oficialmente o Cerrado Infinito. Um bate papo animado com  perguntas e muitas pessoas caminhando na trilha, definiu esse novo território no imaginário de todos que estavam presentes. O cerrado existe! Contamos ainda com uma interessante conversa sobre a origem das pedras da praça, com Luiz de Campos do Rios e Ruas, e uma oficina de “monotipias do cerrado” com Chris Von Ameln.

29.08.2015

Com cada um mais á vontade e já sabendo mexer melhor com as ferramentas, a terra e as plantas, nem percebemos o dia passar, e o mutirão durou o dia inteiro, até entrar na noite. Além de cuidados gerais, definimos melhor a trilha, que cresceu mais um pouco. Também começamos a construir uma maquete, como se fosse um mini mapa da trilha. Tudo isso por conta do Festival da Praça da Nascente onde vamos inaugurar o Cerrado Infinito. Vou ter que falar em público, vamos ver como me saio. Fiz o cartaz para o Festival como uma forma de retribuir o Ocupe& Abrace.

Foram plantadas: carqueja, língua de tucano, lantana azul, urucum ( que gerou um debate rápido se entrava ou não no nosso cerrado paulistano ) capim rabo de burro, capim rasteiro, um novo tipo de Solanácea que ainda não conseguimos classificar, e dormideira.

Participaram Didier Lavialle, Julia Vieira, Andressa Vieira, Andrea Peseck, Evandro Saroka, Marcos Xavier, Daniel Caballero, Roberta Soares, Mariana Prata, Renata Camargo e Carol

27.08.2015

Com madeiras de caçamba e bambu construímos um corrimão para andar com segurança na trilha que esta na beira do barranco e a queda é grande.

Aproveitamos e plantamos alguns rabos de burro também.

Percebi nas coletas, dois tipos diferentes de capim rabo de burro, um menor e que fica com as astes encurvadas, e outro bem mais alto e ereto.

O Marcos deu o nome rindo, a esse segundo de capim rabo de burro imperial, o que é uma ironia das boas, chamar de imperial algo tão sem valor como um capim desses.

O Cerrado Infinito provoca, faz as pessoas  plantarem um terreno baldio no meio de uma praça, agora ressignificado como cerrado.

A jardinagem campestre, uma moda recente, fez surgir jardins de capins pela cidade, evidentemente todos importados com nomes em inglês.

Espécies exóticas, afinal quem vai querer um jardim de rabo de burro? Só se for imperial.

Participantes: Didier Lavialle, Marcos Xavier, Júlia Vieira, Daniel Caballero e Andrea Pesek

22.08.2015

O Cerrado Infinito pretende não ser um jardim. Tem a intenção de, ao longo do tempo, se tornar uma área com uma autonomia natural. Enquanto isso, manejos feitos para garantir a integridade da vegetação nativa usam uma ideia de mimetismo. No caso parecer inicialmente um jardim ajuda o entendimento das pessoas de que é uma área plantada intencionalmente, e não um mato que cresceu de qualquer jeito. É necessário deixar claro que existe um cuidado, apelar para a educação das pessoas, pois essas plantas são vistas como pragas e mato qualquer.

Foi plantado: Capim rabo de burro, um capim pequeno que parece barba de bode e um tipo de asa peixe pequeno, ainda sem identificação.

Participantes: Renata Camargo, Mariana Prata, Marcos Xavier e Daniel Caballero

A estiagem dura duas semanas e é necessário regar as plantas diariamente. Felizmente na praça foi feita uma cacimba á partir de uma nascente no chão. É chato pegar água subir e descer, e repetir tudo mas quanto mais plantas, mais água é necessária. Os próximos mutirões, vão ser menos expansionistas, e consolidar a área que já plantamos, até voltarem as chuvas.

Foi plantado: Capim rabo de burro, macela do campo, e duas línguas de tucano

Participantes: Andrea Pesek, Evandro Saroka, Rosara Frank, Renata Camargo, Andressa Vieira , Mariana Prata, Luiza Caballero, Silvia M, Marcos Xavier e Carol.

Melhoramos os degraus da escada lateral, e continuamos insistindo em retirar a grama, expandindo a área plantada.

Novas pessoas surgem, a Andressa e o Saroka que rapidamente me ajudam a pensar e colocar no ar o site do Cerrado Infinito. Também a Silvia MH que ficou encantada com as plantas.

Outras pessoas que frequentam a praça, moradores da região, passam e param para comentar o que fazemos, a atividade gera grande curiosidade.

Foi plantado: Capim rabo de burro, capim rabo de burro imperial (? ), macela do campo e jurubeba.

Participantes: Andrea Pesek, Evandro Saroka, Andressa Vieira, Mariana Prata, Luiza Caballero, Silvia M, Marcos Xavier, Lu Cury, Adriana Carvalho,Renata Camargo, Rosara Frank e Didier Lavialle.

07.08.2015

Na natureza, o cerrado se adaptou às queimadas, mas no Cerrado Infinito, somos nós que precisamos adaptá-lo aos jardineiros da prefeitura, que cortam tudo, deixando a grama curta e sem arbustos.

Provisoriamente, placas de identificação, uma cerca de estacas com barbante e fita zebrada sinalizam os cuidados da área. Vamos contar com a boa vontade dos jardineiros da prefeitura.

Planta rasteira e sem carisma, passa desapercebida até que, como o nome científico Eryngium elegans indica, um longo e fino caule começa a crescer, até se ramificar elegantemente, terminando com inflorescências em forma de bolinhas brancas em cada ponta, lembrando um móbile.
Um dos nomes populares, gravatá-do-banhado, sugere que gosta de água, mas não é um tipo de bromélia, e sim uma espécie menor de língua de tucano.
Na emergente cultura do Cerrado Infinito, ela já é chamada por quase todos de elegante, então esse é o termo que usamos.

A planta cativou todos pela sua simplicidade e depois de algumas semanas o caule começou a brotar. Desde então ela tem se reproduzido razoavelmente bem.

A trilha fica em um morro bem inclinado e o percurso não podia seguir em frente.

O Marcos Xavier encontrou a solução fazendo uma escada lateral cavando na terra, com ela descemos contornando uma das moitas de plantas e dobramos o percurso rapidamente, fazendo um retorno.

Foi uma atitude importante fazer uma ida e uma volta, primeiro para sair do impasse e podermos continuar,  também para o percurso não se tornar uma reta monótona.

Mas o mais importante era que isso me fez pensar nesse percurso como algo que de fato não deveria acabar nunca, ser infinito. A trilha tinha que se desenhar no terreno como algo que prolongasse ao máximo a experiência da caminhada entre as plantas.

Também retiramos a grama que já voltava a crescer, e preparamos mais uma área do terreno para plantar novas mudas.

Foi plantado : Capim rabo de burro, capim rabo de burro imperial ( ? ) e macela do campo.

Participantes: Andrea Pesek, Daniel Caballero, Julia Vieira, Lu Cury, Mariana Prata, Luiza Caballero e Marcos Xavier.

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