PROCESSO

13.06.2015

Feita a desmontagem da instalação, as plantas foram levadas para a praça e as plantamos deixando espaço para a trilha. Expliquei a idéia disso se tornar uma ação contínua todo sábado, e apresentei o nome Cerrado Infinito e todos gostaram da idéia.

Algumas pessoas ainda duvidaram que São Paulo tinha cerrado e me perguntam da mata atlântica. Explico rapidamente sobre os Campos de Piratininga e imediatamente me tornei um especialista.

Existe uma coisa curiosa, todo mundo trabalha brincando e ao mesmo tempo espera algum tipo de “aula” de como fazer as coisas. Realmente o cerrado é complexo, é necessário ler, estudar e parece ser mais prático ouvir alguém falando do que se trata e pronto.

Mas o processo de plantar explica muita coisa pela própria atividade desde que se coloque um pouco de atenção na ação, e isso pode ser feito sem deixar de ser uma brincadeira.

A verdade que eu sei apenas um pouco mais, mas entendo que o que vamos fazer é uma experiência inédita e com o tempo vam...

09.06.2015

Á tarde, no meio da semana fui na praça, sentei na grama abri meu caderno e fiquei desenhando e pensando.

A energia de sábado com as pessoas ajudando tinha sido incrível, foi um ato de doação muito bonito, ainda mais sendo eu um desconhecido.

A verdade e que a experiência me tocou de uma forma inédita, com um tipo de atitude desinteressada que não existe no meio da arte. Não que as pessoas não sejam amigas, ou colaborem umas com as outras, mas não nesse nível que parece até mesmo uma brincadeira.

Tinha sido divertido “perder” o sábado capinando na praça, em vez de fazer o habitual percurso atrás de exposições de arte.

Me senti em dívida, o que é uma idéia tonta, mas queria de alguma forma ajudar o coletivo.

Por outro lado nas conversas percebi que ninguém fazia a menor idéia do que era o cerrado, e mesmo com essas pessoas ajudando as plantas não sobreviveriam a longo prazo.

Também pensava como poderia de alguma forma continuar o processo artístico que estava na galeria.

Olhando a área que lim...

06.06.2015

Com o coletivo e outras pessoas organizamos um mutirão, para fazer a limpeza do terreno, retirando a grama pela raiz.

Definimos a área entre duas pedras, uma menor meio enterrada e outra maior e mais vistosa, chamada ainda por alguns de Pedra do Careca, referência ao nome anterior da área de Morro do Careca.

Foi um dia muito alto astral.

Participantes: Andrea Pesek, Roberta Soares, Julia Vieira, Daniel Caballero, Didier Lavialle, Lu Cury, Renata Camargo, entre outros.

04.06.2015

Dois anos antes, já tinha imaginado um cerrado nessa praça por conta das rochas, o tipo de terra e outras pistas que me chamaram a atenção. Era uma idéia intuitiva, na época não tinha conhecimento suficiente, e nem imaginava se isso poderia ser feito, ainda mais sozinho, já que a praça era completamente degradada e repleta de capins altos e lixo.

Um pouco depois começou um movimento de revitalização por moradores locais e ativistas  ligados á uma nova percepção sobre a água da cidade. Na praça existem várias nascentes que foram desenterradas e conduzidas pra formar um lago com peixes.

Foi uma mudança de paradigma muito forte, que resultou no coletivo e me fez pensar que poderia existir um ambiente favorável para o tipo de vegetação que queria introduzir.

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