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Plantasia - Mort Garson 1976,  versão vaporwave.

A volta do nosso amigo Saroka, relatada no texto anterior, sintomaticamente foi a última postagem regular que escrevi. Naquela altura, sobraram apenas duas pessoas do começo do projeto. Entre algum outro motivo, o principal era bem claro, a falta de entendimento do cerrado e do que estavamos fazendo.

Originalmente as postagens, eram apenas registro da sua evolução,  mas tive que aumentar os textos e trazer informações e reflexões conforme necessário, numa tentativa das pessoas entenderem. Não sei se tive um grande sucesso local, mas pessoalmente foi ótimo, aprendi muita coisa rapidamente.

De fato, é realmente difícil sem ter o que ver, mudar uma cultura urbana contaminada com idéias românticas de meio ambiente, algumas tão arraigadas, que até mesmo profissionais do assunto tem dificuldade em se libertar.

Acredito que ninguém pode se excluir completamente disso, até por que o inverso, a reação ao romantismo com um ceticismo técnico ou te...

03.06.2016

Dona Odette, portuguesa vinda da ilha da madeira, veio para o Brasil ainda muito pequena,  em 1938 para se tornar vizinha da praça.

Ou melhor vizinha do Morro do Careca, um lugar onde capins barba de bode reinavam pontilhados de araçãs, vassourinhas e macelas do campo.

De fato ela tem razão, o Cerrado Infinito tem espécies demais e já não tem a ver com a paisagem anterior. Mas encantada com as diversas espécies que podem ser usadas para fazer chá, aprovou e até achou mais bonito.

O papo continuava sobre a paisagem antiga, lembrando do córrego do Água Preta e sua ponte de madeira, do caminho de terra vermelha com as cercas das vacas ao lado e os araçãs, tão abundantes que serviam de lanchinho no percurso para ir na escola.

Já Sueli, enquanto passeava na trilha “infinita”, contava como antigamente se faziam canudinhos com gravetos de mamoeiro, para assoprar água com sabão e fazer bolhas. Assegura que nunca mais viu bolhas de sabão tão br...

15.03.2016

O Cerrado Infinito ganhou um prêmio significativo de educação ambiental.

Desde o começo do projeto á aproximadamente 10 meses, e com o plantio das primeiras mudas, a grande preocupação não era uma rotina de excesso de queimadas, comuns em terrenos baldios ou mesmo nos parques naturais próximos a áreas urbanas.

O grande problema eram os jardineiros da prefeitura que com suas tarefas de poda e limpeza, cortavam tudo o que estivesse nascendo. Muitas iniciativas de pessoas, plantando mudas na praça acabaram sumariamente quando eles passavam com seus cortadores de grama.

Com o cerrado não seria diferente e logo no início foi necessário conversar longa e repetidamente com eles.

Alguns colaboraram animados, enquanto outros mais irritados não entendiam por que queríamos preservar o tal do “mato”.

Hoje na terceira atuação deles na praça, me deparei com uma cena insólita, com o gramado já quase todo cortado e sem nenhum tipo de aviso , cerca ou fita isolante, os jardineiros,  davam uma...

Saroka é um pássaro russo, que dizem as lendas é muito sagaz, conectado com sabedorias ocultas.

O Saroka do Cerrado Infinito, é nosso amigo nômade que depois de uma temporada morando dentro da exuberante mata atlântica de Ilhabela, passa ligeiro em São Paulo antes de ir em busca de novas paisagens.

Hoje as trilhas assentadas no asfalto, são as vias percorridas dentro do nosso habitat exclusivo. Seus destinos agora são móveis, mudando nossos fluxos de deslocamento conforme o que se estabelece nas suas margens.

Já no Cerrado Infinito a trilha de terra que se forma ao plantarmos nas beiradas, desprograma lentamente o território dentro da cidade.

Para que serve esta pequena trilha de 50 passos? Aparentemente não leva a lugar nenhum que não seja um encontro com a vegetação, o que já é suficiente para diferenciar o Cerrado Infinito de um terreno desocupado.

Depois do carnaval e um inédito fim de semana sem mutirão, ao voltar percebi como o mato cresceu rápido, estreitando a trilha em alguns...

25.01.2016

É possível imaginar que um lobo guará andava, á 462 anos atrás, onde hoje é a Av. Paulista?

Apenas na imaginação. Não seria muito apropriado para ele andar nessa região alta coberta de densa floresta de mata atlântica, um habitat mais apropriado para onças, antas e bandos de macacos.

E se pensarmos onde hoje é a Marginal Tietê?

Parece que não acertamos de novo, as várzeas dos grandes rios paulistanos seriam lugar mais apropriado para jaburus, jacarés de papo amarelo, garças ou o hoje raro cervo do pantanal. Sim essas regiões com rios ondulantes poderiam lembrar muito o pantanal Mato Grossense.

O bairro de Pinheiros o nome já indica, uma floresta de pinheiros, no caso as nativas araucárias também não serve ao nosso lobo, diferente do europeu da história da Chapeuzinho Vermelho, ele não é o vilão do bosque, e sim um animal mais amigável, que inclusive gosta de comer frutas.

Parte de sua dieta é uma planta chamada de lobeira que dá frutas importantes para sua boa saúde. Alguns estudiosos dizem...

21.01.2016

Mais uma contribuição do Seu Raimundo, fixando duas placas no Cerrado Infinito da Praça da Nascente. Também separamos alguns troncos de eucalipto, para melhorar algumas partes da trilha.

17.01.2016

Agora que acabou a reforma do pavimento de pedestres que conecta  um lado ao outro da praça, plantamos densamente criando uma barreira que o separa da trilha do Cerrado Infinito.

Interessante ver que os caminhos estão alinhados um ao lado do outro, mas completamente diferentes na sua intenção.

O oficial é um meio de transporte objetivo que define o deslocamento principal das pessoas na geografia da praça, mesmo que elas possam eventualmente andar na grama.

Já a nossa trilha é um percurso alternativo, subjetivo e orgânico, que não vai necessariamente á lugar nenhum, e quem sabe com um pouco de imaginação propõe uma viagem no tempo em que as trilhas eram feitas apenas para descobrir coisas.

Participaram do mutirão Daniel Caballero, Mariana Prata, Monica Rizzolli, Leticia Rita, Silvia MH e Miriam Melo.

Foi plantado: Assa peixe roxo, assa peixe roxo pequeno, araçá do campo, capim rabo de burro, língua de tucano, juqueri amarelinho, capim colchão...

08.01.2016

A reforma da prefeitura trocando o pavimento das vias de acesso, suja todas as áreas no entorno, e as plantas do cerrado não escapam da poeira de concreto.

Os pedreiros até eram simpáticos ás plantas, mas por algum motivo as pessoas acham normal isso acontecer, e a planta que se vire e cresça de novo. Vamos ter que esperar eles acabarem a reforma, ver quem sobrevive e plantar até fechar a lateral.

21.12.2015

Faça chuva, faça sol, esse é o lema do Cerrado Infinito, e o evento DESCOLONIZATION  1º Picnic Internacional de Descolonização Mundial da Paisagem do Cerrado Infinito, acontece na chuva mesmo. Foi um encontro de conversas, risadas, boas vindas para novos integrantes, e reunião das pessoas que participaram dos mutirões durante o ano. Também apresentamos os trabalhos da Monica Rizzoli, Leticia Rita e Lucio Tamino.

16.12.2015

O ano letivo chega ao fim na EE Jardim das Camélias, mas a escola ainda aberta permite um último mutirão. Os alunos evidentemente somem, tudo que querem agora é ficar distantes da escola.

Mas justamente as férias do pai de um dos alunos, interessado em conhecer o tal do “Cerrado” que o filho comentou, deram a energia para que o mutirão acontecesse.

Alguns funcionários da escola, e os professores, Angelo, Silvia  e Nicolas, também mais tranquilos de tarefas, completaram o time.

O saldo de todo o processo que fizemos ainda não resultou numa vista dos Campos de Piratininga, o processo da escola é  lento para permitir que todos os alunos participem e experimentem. Mas com certeza, preparamos o terreno para no ano que vem o Cerrado se estabelecer.

A própria terra mudou completamente de entulho, areia e cimento, para uma  cor e textura aparentemente mais fértil e saudável. Plantamos uma Canela de Velho, algumas Vassourinhas entre outras espécies, mas o mais importante fo...

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