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33 - JUQUERI AMARELINHO

Mimosa daleoides Benth. (Leguminosae)

33- Juqueri amarelinho – Mimosa daleoides Benth. (Leguminosae)

 

Arbustos de até 3 m, , eretos, muito ramificados. Ramos com fortes espinhos, pequenos e recobertos de pilosidade que lhe confere coloração amarelada característica. Folhas compostas por até 15 folíolos de 3 a 7 × 1 mm, oblongos, com pilosidade semelhante a veludo em ambas as faces. Inflorescência do tipo espiga, de 8 a 20 × 2 a 3 mm, elipsoide, solitária, na axila das folhas, com coloração intensamente amarela. Fruto do tipo vagem, com 21 a 1,5 × 0,3 cm, oblongo, castanho, com sementes negras.

 

Sempre vi exemplares de pequeno porte dessa espécie, e cheguei a pensar que se tratava de um tipo de juqueri anão, mas nos fragmentos de cerrado mais conservados  vi exemplares enormes e se antes eu era um gigante perto dessa planta, agora eu era diminuto. A planta singela se revelou uma potência para uso em paisagismo, com sua coloração amarelada refletindo a luz do sol, e formando uma visão impressionante, para quem for perspicaz em saber usar e tiver espaço.

Distribuição: De São Paulo ao Rio Grande do Sul, em áreas de floresta ombrófila densa até em áreas de cerrado, assim como beira de estrada.

Situação em São Paulo: Encontrado em fragmentos de cerrado, formando ou não densos maciços.

Como plantar: As mudas são facilmente encontradas em terrenos baldios e marginais da cidade, basta retirar com o torrão tomando cuidado com suas raÍzes. É preferÍvel fazer isso com mudas pequenas de uns 30 cm. Regue diariamente até começarem a se desenvolver.

Usos: Planta de grande beleza, destaca-se devido à sua textura de veludo e coloração dourada em toda a planta. Floresce e frutifica praticamente o ano inteiro, o que pode lhe conferir posto de destaque como planta ornamental.

 

TAMASHIRO, J.Y. & ESCOBAR, N.A.G.E. (COORD.) MIMOSOIDEAE IN: TOZZI, A.M.G.A ET AL. FLORA FANEROGÂMICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. INSTITUTO DE BOTÂNICA, SÃO PAULO, VOL. 8, PP: 84-166, 2016.