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20 - CAPIM SAPÉ

Imperata brasiliensis Trin. (Poaceae)

20 - Capim-sapê  Imperata brasiliensis Trin. (Poaceae)

 

Planta perene, de até 95 cm de altura. Folhas de 20 a 52 cm de comprimento por 0,12 a 0,18 cm de largura, planas, com densa pilosidade na face superior. Inflorescência paniculada, de no máximo 20 cm, esbranquiçada, coberta por longos tricomas, o que lhe rende uma aparência peluda e macia. Floresce de setembro a fevereiro.

Como fazer o telhado sem sapé? Esse era o problema dos índios Guarani que construíam uma casa em moldes tradicionais na aldeia Tekoa Itakupe, no Pico do Jaraguá. O sapé não crescia mais em quantidade suficiente para fazer um simples telhado. E pensar que em outros tempos era tão abundante que aldeias inteiras e casas da Vila de São Paulo de Piratininga eram cobertas por telhados feitos com capim sapé.

Distribuição: Nativa em toda a América Central e do Sul. Comum em campos abertos e na restinga.

Situação em São Paulo: Encontra-se em terrenos beirando a marginal Pinheiros e beiras de estrada, além de terrenos baldios, indicando antigos campos,  mas já não é muito abundante.

Como plantar: Após a floração se conseguem as sementes, que devem ser limpas e enterradas. Esse parece ser o melhor método, uma vez que suas raízes são difíceis de transplantar. As folhas secas podem ser usadas para produzir cobertura onde as sementes irão germinar, de forma a manter o solo úmido e fresco, assim como ocorre naturalmente.

Usos: Enquanto jovem, tem um aspecto delicado, mas quando fica velha cerca-se de palha, de lenta decomposição, que se acumula e dá um aspecto de abandono. Depois da queimada em uma área, é uma das primeiras gramíneas a florir, cobrindo o campo com suas plumas alvas. Usado para acender fogão e archotes, assim como para cobrir choupanas e ranchos, devido à sua flexibilidade e lenta decomposição.

 

LONGHI-WAGNER, H.M. (COORD.) POACEAE IN: LONGHI-WAGNER, H.M. ET AL. FLORA FANEROGÂMICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. INSTITUTO DE BOTÂNICA, SÃO PAULO, VOL. 1, PP: 1-281, 2001.

LORENZI, H. PLANTAS DANINHAS DO BRASIL: TERRESTRES, AQUÁTICAS, PARASITAS E TÓXICAS. INSTITUTO PLANTARUM. NOVA ODESSA, SP, 4ª ED. 2008. 672P. IL.