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11 - PEQUI

Caryocar brasiliensis Cambess. (Caryocaraceae)

11- Pequi  – Caryocar brasiliensis Cambess. (Caryocaraceae)

 

Árvore, de até 7 m, comumente com porte arbustivo, de troncos tortuosos. Folhas opostas, trifoliadas, com pecíolo longo, margem ondulada e ápice arredondado, de tamanho muito variável, piloso em ambas as faces. Flores de coloração creme, grandes, com estames longos e numerosos, dispostos em grupos na ponta dos ramos. Floração de agosto a novembro, frutificação até fevereiro.

 

O pequi é uma contribuição indígena na culinária do Centro-Oeste, tão valorizada que a árvore se tornou o símbolo do cerrado daquela região. Em São Paulo, seu sabor não é tão apreciado, muitas pessoas nem mesmo ouviram falar. Seria curioso saber se no passado fez parte da culinária paulistana.

Distribuição: Típico do cerrado, ocorre do sul do Pará, beirando a região amazônica, até o estado do Paraná e o Paraguai.

Situação em São Paulo: Ocorre no Parque do Juquery, último remanescente de Cerrado da Região Metropolitana de São Paulo, indicando sua presença antes do desenvolvimento urbano.

Como plantar: Planta com dificuldade extrema de germinação, mesmo na natureza. Deve-se coletar os frutos caídos no chão, descascá-los e colocar a polpa na água por quatro dias até apodrecer, para facilitar a limpeza das sementes. Depois, deixar secar na sombra mais quatro dias, para logo após mergulhar completamente numa solução de ácido giberélico, que se encontra em lojas agropecuárias, numa proporção de um grama para quatro litros de água, por mais quatro dias. Só depois plantar a semente deitada, enterrando-a parcialmente pela metade em sacos de 30 cm de profundidade com terra vermelha de cerrado e 30% de areia, e cobrir a parte exposta com vermiculita. Deixe ao sol e regue bem, para depois de trinta dias observar elas brotarem com uma taxa de sucesso em torno de 50%. Regar por seis meses para se desenvolver bem; pode ser plantada com oito meses, quando ela vai estar com cerca de 40 cm, no local definitivo a pleno sol e apenas na estação chuvosa. A planta cresce lentamente, deve começar a dar frutos depois de uns cinco a seis anos.

Usos: Além do uso culinário da polpa e óleo, da casca e das folhas se extrai um pigmento amarelo e eventualmente usado como planta ornamental.

ALMEIDA, S.P. ET AL. CERRADO: ESPÉCIES VEGETAIS ÚTEIS. PLANALTINA: EMBRAPA-CPAC, V. 464, 1998.
DURIGAN, G. PLANTAS DO CERRADO PAULISTA: IMAGENS DE UMA PAISAGEM AMEAÇADA. PÁGINAS & LETRAS EDITORA E GRÁFICA, 2004